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BCM News Nº8

12 de novembro de 2012 Edição Nº8
Lições aprendidas com o furacão Sandy
  As probabilidades de um evento natural com as proporções do furacão Sandy atingirem terras brasileiras são sabidamente reduzidas. Isso não significa, contudo que as empresas brasileiras devam ignorar o caso. A complexidade de um cenário como esse chama a atenção: longas interrupções no
 
abastecimento de energia elétrica, dificuldade na obtenção de comida e alimento, possibilidade de danos severos às instalações físicas, opções de transporte reduzidas – com o metro inundado, milhares de voos cancelados, estradas e ferrovias obstruídas, e acesso escasso a combustível. Diante de tal situação, apenas empresas com um programa consistente de continuidade de negócios poderiam continuar operando dentro de um nível aceitável, minimizando prejuízos financeiros, e preservando a vida de seus funcionários. Assim sendo, o episódio Sandy representa um caso de estudo com lições que permanecem válidas mesmo para empresas de países que, como o Brasil, são livres de furacões.
  Um dos pontos que se sobressaltaram nesse cenário é a importância das empresas adotarem a diversidade geográfica como um dos pilares de seu programa de continuidade de negócios. A proteção de ativos – geradores, diversidade de rede, medidas contra tempestades – é fundamental, mas possui limitações. Por mais eficientes e dispendiosas que sejam as medidas de proteção, um ativo único sempre apresenta a possibilidade de falha quando confrontado com uma ameaça do tipo do furacão Sandy. Por isso, possuir ativos críticos com uma separação geográfica significativa é fundamental para aumentar as chances de sobrevivência ao impacto de um evento. Mas a separação geográfica não deve ser pensada apenas em termos de distribuição de recursos físicos. É essencial que as empresas organizem programas de cross-training, nos quais pessoas trabalhando em locais diferentes e distantes são capazes de executar as mesmas funções críticas para o funcionamento da empresa.
  O furacão Sandy também demonstrou que os planos de comunicação para a crise não devem se limitar à coordenação dos esforços de recuperação. A comunicação também deve se encarregar de administrar a imagem da corporação diante de funcionários, acionistas, clientes e a população em geral. Em tempos de redes sociais, as informações podem ser vinculadas em velocidade elevada, mas isso também significa que boatos falsos podem atingir com facilidade um grande público. No caso do furacão Sandy, a bolsa de valores de Nova York foi uma das atingidas por esses boatos. Um usuário do Twitter publicou a informação falsa de que o prédio da bolsa estava submerso em água, e em poucos minutos o rumor se espalhou pela rede. Por isso, é importante que durante um cenário de crise, as empresas dediquem uma equipe treinada para monitorar as informações vinculadas na internet e grande mídia, e que possa servir de canal de comunicação oficial com mídia e público. Isso deve demonstrar o preparo e comprometimento da empresa, e minimizar possíveis impactos à sua imagem..
   Essas e outras orientações podem ser encontradas no novo padrão internacional de normatização a BS ISO 22301:2012 "Segurança Social – Sistema de Gestão de Continuidade de Negócios (BCMS)” publicada em 15 de maio de 2012 e em vigor a partir deste mês, novembro de 2012. A norma congrega os requerimentos necessários para que as empresas possam atingir seus objetivos em continuidade de negócios, especificando detalhes sobre comunicação, monitoramento de desempenho, planejamento operacional e controles para o BCMS..

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